terça-feira, março 11, 2008

Um poema em homenagem ao meu Avô Samuel

SAUDADES – José Bonifácio

Deserta a casa está. Entrei chorando,
De quarto em quarto, em busca de ilusões.
Por toda a parte as pálidas visões,
Por toda a parte as lágrimas falando.

Vejo meu pai, na sala, caminhando,
Da luz da tarde aos pálidos clarões;
De minha mãe escuto as orações
Na alcova aonde ajoelhei, rezando.

Brincam minhas irmãs (doce lembrança)
Na sala de jantar. Ai! Mocidade,
E’s tão veloz e o tempo não descansa!

O’ sonhos, sonhos meus de claridade!
Como é tardia a ultima esperança!
Meus Deus, como é tamanha esta saudade!

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