Parem os relógios, cortem o telefone.
Impeçam o cão de latir.
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão.
Venham os pranteadores.
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
“Ele está morto.”
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas.
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu Domingo.
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno.
Enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora. Dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol. Despejem o oceano e varram o bosque.
Pois nada mais agora pode servir.
Oi pessoal! Vou usar este espaço para postar algumas matérias que fiz ao longo do meu curso de jornalismo e também outras publicadas por este mundão a fora. Um grande abraço!
terça-feira, março 11, 2008
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